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Homeopatia: saiba como esta ciência poderosa atua curando e ajudando no tratamento de doenças

Na coluna desta semana, Jamar Tejada explicou como funciona a homeopatia e respondeu as principais dúvidas sobre esta medicina poderosa

Bons Fluidos Publicado quarta 3 março, 2021

Na coluna desta semana, Jamar Tejada explicou como funciona a homeopatia e respondeu as principais dúvidas sobre esta medicina poderosa
Saiba o que é homeopatia e tenha as principais dúvidas respondidas por Jamar Tejada - Pexels

Por ser homeopata e por conviver diariamente com receitas homeopáticas acabo acreditando, ou pelo menos quero acreditar, que todo mundo conheça e entenda o que é a homeopatia, mas infelizmente não é bem assim. Todos os dias recebo perguntas dos mais diferentes tipos de criaturas, de donas de casa a médicos e vejo que a grande maioria não tem a mínima ideia do que é, como, onde e quando aplicar a homeopatia, então a minha coluna de hoje se destina a desmitificar erros e acertos sobre essa incrível e antiga ciência que já existe há mais de 200 anos, criada pelo incrível médico alemão, meu ídolo Samuel Hahnemann (1755-1843). 

Pelo que já li sobre Hahnemann, ele era um tanto rebelde, clinicou durante algum tempo mas, insatisfeito com a forma que era aplicada a medicina tradicional na época, abandonou a carreira médica e passou a ganhar a vida traduzindo livros médicos. Em 1790, aos 35 anos, durante a tradução de um desses livros chamado Matéria Médica, de William Cullen (1710-1790), se interessou com as explicações de Cullen para os efeitos terapêuticos de uma planta chamada quina e, revolucionário que era, acabou fazendo uma auto-experimentação: tomou a quina e relatou as manifestações dessa, que percebeu serem sintomas semelhantes às apresentadas por pacientes com malária. Esperto que era, concluiu, então, que a quina era utilizada no tratamento da malária porque produzia sintomas semelhantes em pessoas saudáveis. Animado por esses resultados, utilizou também beladona, digitalis, mercúrio e outros compostos, obtendo resultados similares. Apoiado em suas evidências experimentais e na filosofia de Hipócrites (Similia similibus curentur), Hahnemann idealizou uma nova forma de tratamento, embasada na cura pelos semelhantes. 

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Baseado nessa experimentação, Hahnemann criou o termo homeopatia, junção das palavras “homoios” que significa similar em grego, e “pathos” sofrimento, ou seja, a própria palavra “homeopatia” já explica o pilar dessa ciência, a lei dos semelhantes, onde a mesma substância que causa a doença em uma pessoa saudável, em grau mais baixo, pode curar o problema numa pessoa doente.

Desmistificando a homeopatia

Mas eu não vou escrever toda a parte histórica e nem dissertar sobre a homeopatia. Vou responder as perguntas que escuto com mais frequência para te ajudar a não mais pensar de forma errada e poder tirar proveito de todo o potencial que essa ciência pode te oferecer!

Homeopatia não funciona?

Apesar dos relatos de que os medicamentos homeopáticos apresentavam efeitos significativos, a homeopatia começou a ser questionada porque não existe um mecanismo plausível, acentuando o preconceito, fator que mais contribuiu para o declínio da homeopatia em relação à alopatia. Se a homeopatia realmente não funcionasse não estaria há mais de 200 anos sendo aplicada, aliás, atualmente, em tempos de pandemia, ela vem mais forte do que nunca, as pessoas estão buscando cada vez mais tratamentos que as afastem de químicos.

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Medicamento homeopático é só água e álcool, não tendo nada dentro?

Quando Hahnemann iniciou a experimentação, percebeu que certas substâncias não poderiam ser usadas em grandes quantidades, passando assim, a diluí-las sempre na escala de 1 para 100, criando um método reproduzível. A cada diluição nessa escala chamou de Centesimal, mais tarde, para diferenciá-la de outras escalas denominou-se de Centesimal Hahnemanniana – CH, é por isso que você vê nas homeopatias um número e esse CH ou mesmo DH, quando é diluída na escala de 1 para 10. Para usá-las como medicamento procedia da mesma forma, mas percebeu que, mesmo diluídas, apresentavam agravações (aumento inicial da intensidade dos sintomas) quando prescritas aos pacientes. Passou, então, a diluir cada vez mais, agitando o medicamento, fazendo sucussões, obtendo, desta forma, melhores resultados.

Mas não chega uma hora que, diluindo-se tanto, acaba a substância original?

Sim, daí a necessidade das sucussões, ou seja, agitar o frasco também 100 vezes a cada vez que se dilui. O efeito medicamentoso em homeopatia não é bioquímico, mas energético. A substância ao ser diluída e agitada, libera na água uma informação que ao ser pingada sob a língua, a transfere para o paciente. A informação ali contida estimula os mecanismos naturais de cura do indivíduo, levando-o da doença para a saúde, através de suas próprias condições.

O que pode ser tratado com homeopatia?

A homeopatia trata todos os tipos de enfermidade desde problemas menores como febre, náusea, dor de dente, dor de cabeça, gases, entre outras até doenças crônicas como doenças cardíacas, diabetes, sinusite, depressão, etc.. Mesmo que sua doença não seja curada, como o câncer, o diabetes, Alzheimer, etc, o doente de câncer pode se tornar menos sensível à dor, um diabético poderá necessitar de menos insulina, o asmático talvez possa se livrar de corticoides. E como não provoca efeitos colaterais graves, mas podem causar efeitos colaterais leves, os medicamentos homeopáticos podem ser utilizados por crianças, gestantes e idosos

Homeopatia pode causar algum risco a saúde de quem faz uso?

Os medicamentos homeopáticos passam por um processo de manipulação na qual são submetidos a altas diluições das substâncias usadas na sua composição, não são tóxicos. Quando administrados assim como indicados corretamente, os remédios homeopáticos são seguros para todos, inclusive para o tratamento de animais.

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Se estou fazendo um tratamento alopático não posso fazer uso de homeopático porque o efeito de um deles será anulado?

Não há contraindicações nem restrições com relação ao uso dos medicamentos homeopáticos e alopáticos em conjunto. Os homeopáticos não interferem na ação dos medicamentos tradicionais porque eles agem sobre a energia do paciente, despertando o equilíbrio, diferente do alopático que age através de componentes químicos.

Como funciona uma consulta homeopática?

A primeira consulta com um homeopata tem duração média de 1 a 2 horas. Uma vez que, durante a consulta o homeopata vai verificar todo o histórico médico do paciente para obter uma visão completa dos sintomas. Da mesma forma os aspectos físicos, mentais e sociais são levantados no decorrer da entrevista. Depois é recomendado um medicamento que atenda às necessidades segundo os sintomas apresentados pelo paciente.

A homeopatia demora muito para dar resposta?

Não, o que ocorre é que como a homeopatia se preocupa com as causas que levaram o indivíduo ao desequilíbrio, se preocupa com o doente e não com a doença, oposto da alopatia. Muitas vezes se percebe um aumento da intensidade dos sintomas, o que vem a fortalecer os mecanismos naturais de cura e não os suprimindo simplesmente. Tem-se a falsa impressão de que os medicamentos homeopáticos são lentos em sua atuação, mas pelo contrário, quanto mais equilibrado energeticamente o paciente, mais rápida se dá a resposta, por isso crianças respondem tão rápido ao tratamento homeopático, já que o organismo delas é mais equilibrado energeticamente.

O que pode demorar é encontrar a homeopatia certa para o paciente. Ainda não se sabe exatamente como funciona o medicamento homeopático, as pesquisas levam a crer que o medicamento produz no organismo uma onda energética com frequência e intensidade semelhantes à de uma onda resultante do somatório dos sintomas do paciente. Sabe-se pelas leis da física quântico-ondulatória que duas ondas se anulam mutuamente quando têm grandezas muito semelhantes. E quando uma onda se anula é porque desapareceu aquilo que a ocasionou, no caso, os sintomas.

Finalizo esse artigo com uma reflexão de Hipócrates, pai da medicina, que adaptei e questiono as criaturas que me pedem ajuda: "Antes de querer se curar, se pergunte se está disposto a desistir das coisas que o fazem adoecer".

JAMAR TEJADA


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