Quanto mais congestionamento, maior o consumo de fast-food; entenda pesquisa
Um estudo da Universidade Vanderbilt mostrou que, a cada aumento de 31 segundos no trajeto, as chances dos motoristas visitarem esses restaurantes aumentavam em 1%

Um estudo da Universidade Vanderbilt mostrou que, a cada aumento de 31 segundos no trajeto, as chances dos motoristas visitarem esses restaurantes aumentavam em 1%
De acordo com a ‘Pesquisa Viver em SP 2024: Mobilidade Urbana’, os paulistanos passam, em média, 2h26min por dia no trânsito. No entanto, além do tempo e do bem-estar, o congestionamento também impacta a saúde e a alimentação. Um estudo da Universidade Vanderbilt mostrou que ficar parado no tráfego aumenta o consumo de fast-food.
A prática, contudo, já é comentada entre os especialistas, que afirmam existir uma relação entre a correria do dia a dia e uma dieta desequilibrada. “Pessoas com menos tempo para preparar refeições tendem a consumir mais alimentos prontos, que, frequentemente, são menos saudáveis”, explicou a nutricionista Serena del Favero, à ‘Agência Einstein‘.
A pesquisa, publicada no Journal of Urban Economics, analisou informações de trânsito das rodovias de Los Angeles, nos Estados Unidos, entre os anos de 2017 e 2019, juntamente com a frequência de visitas a estabelecimentos de fast-food. Dessa forma, os pesquisadores concluíram que as pessoas recorriam a esse tipo de comida nos dias em que enfrentavam maior congestionamento. Além disso, segundo a análise, a cada aumento de 31 segundos no trajeto, as chances dos motoristas visitarem esses restaurantes cresciam em 1%.
Evidenciando o cenário preocupante, o levantamento ainda mostrou que o acréscimo representa, a cada ano, 1,2 milhão de idas a mais a redes de fast-food. De acordo com Favero, os resultados são importantes “tanto para a prática clínica quanto para a formulação de políticas públicas.” Entretanto, é importante salientar que, segundo os pesquisadores, outros fatores, como o estresse, também podem impactar a nossa alimentação.
“O estudo presume que o aumento nas visitas a fast-foods significa uma substituição direta por refeições caseiras, mas outros aspectos também podem influenciar essa decisão”, ressaltou.
Mindful Eating, ou alimentação consciente, é uma prática que propõe a plena atenção ao ato de comer. Envolve escutar ativamente as necessidades e sinais do corpo, bem como as emoções e sensações associadas ao momento da refeição. Essa abordagem vai além da simples saciedade, promovendo uma conexão mais profunda com os alimentos e com o próprio corpo. Confira a matéria completa.
*Texto sob orientação de Helena Gomes