Cachorros podem comer pé de galinha? Veja o que dizem os veterinários
De acordo com especialistas, os animais não devem ingerir o alimento cru, pois há riscos de contaminação por bactérias e perfurações no sistema gastrointestinal

De acordo com especialistas, os animais não devem ingerir o alimento cru, pois há riscos de contaminação por bactérias e perfurações no sistema gastrointestinal
Recentemente, diversos vídeos que mostravam tutores dando pé de galinha para seus cachorros viralizaram nas redes sociais. Nos comentários, no entanto, se iniciou uma discussão sobre os possíveis riscos desse alimento para os animais. Enquanto alguns internautas defendiam que a prática é prejudicial à saúde dos bichinhos, outros ressaltavam que ela auxilia a remoção de tártaros. Mas, afinal, o que dizem os especialistas?
Apesar de ser rico em colágeno, glucosamina e condroitina, o pé de galinha cru não é recomendado pelos profissionais. Em entrevista ao portal ‘Petz‘, o médico-veterinário, Eduardo Braghirolli, explicou que, qualquer osso de frango, pode “provocar obstrução ou mesmo perfurações no sistema gastrointestinal do seu pet”. Além disso, de acordo com a Food and Drug Administration (FDA), o alimento cru oferece risco de contaminação por bactérias, como a Salmonela, que podem causar intoxicação alimentar. Ademais, veterinários apontam que eles degradam os dentes e a gengiva dos cachorros.
Os especialistas ainda fazem um alerta sobre os mitos do pé de galinha não cozido. Muitos tutores acreditam que, pelo colágeno, a comida melhora as articulações dos animais. Entretanto, para o ‘Vida de Bicho‘, a zootecnista Mariana Perini, afirmou que os bichinhos teriam que consumir grandes quantidades de frango para se beneficiar, o que não é indicado.
“O pé de galinha cru também contém alto teor proteico, o que é ruim para cães com sobrepeso em fase de emagrecimento”, ressaltou.
Desta forma, os veterinários indicam somente a ingestão do alimento cozido. Mas, antes de oferecer para o cachorro, é necessário retirar os ossos e unhas. “Quando cozidos, eles se tornam quebradiços e podem formar pontas que causam sérios problemas, como engasgos ou perfurações internas”, detalhou o especialista Marcelo Chipitelli, no Instagram. Além disso, a recomendação é preparar a comida somente com água, evitando temperos e óleo.
Sobre a quantidade, os profissionais alertam que os cães pequenos podem consumir um pé de galinha por dia, enquanto, para os médio porte, é sugerido até dois e, para os grandes, entre dois e três. Segundo Perini, caso o tutor prefira substituir essa parte da galinha, outras opções são as vísceras e a carne, que possuem aminoácidos e ácidos graxos. No entanto, é importante avaliar a saúde do animal com um especialista antes de alterar a sua dieta.
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*Texto sob orientação de Helena Gomes