Anualmente, o Carnaval acaba acumulando muito lixo, de forma que, só esse ano, em São Paulo, já foram mais de 220 toneladas e, até o início de fevereiro, no Rio de Janeiro, o total era de 28 toneladas, segundo o ‘G1‘. Por isso, são necessários muitos garis para darem conta do recado, e foi assim que a história do Gari Sorriso começou.
Quem é o Gari Sorriso?
Hoje, com 60 anos de idade, Renato Luiz Feliciano Lourenço já viajou para diversos países e, em toda temporada, famosos querem garantir uma foto com o tão conhecido Renato Sorriso. Mas, nem sempre foi assim. O profissional parou de estudar com cinco anos de idade mas fez faculdade de Turismo mais tarde. E 1998 foi o ano em que sua vida mudou.
A estreia do Gari Sorriso
Em 1995, Renato Luiz entrou para a Comlurb, empresa em que trabalha até hoje. Sua primeira vez na Sapucaí aconteceu dois anos depois, onde recolheu apenas o lixo do dia pós-folia. E então, em 1998, fez sua estreia trabalhando no desfile das escolas. Durante o intervalo, só de brincadeira, ele quis curtir um pouco da experiência. “Sempre que uma escola termina de sambar, os garis entram atrás para varrer. Eu aproveitei para dar uma sambadinha entre uma escola e outra, mesmo sendo ruim de samba. Meu gerente viu e disse que eu tinha que parar de dançar, senão, seria punido”, relembrou em entrevista ao ‘Jornal Joca‘.
Diferente do que o chefe imaginaria, as pessoas que estavam assistindo à performance, não gostaram da decisão. “Quando parei, o povo começou a gritar pedindo para eu sambar. Assim fiz e o gerente me mandou para casa. Ele me deu três dias de suspensão, mas o público não gostou nada disso. Ele viu que eu estava agradando, chamou o diretor e disse que eu estava atrapalhando o andamento do serviço e que eu tinha que ser retirado. Então ele veio falar comigo, e todo o público me defendeu. Com isso, eu fui sambando na frente e os outros garis foram varrendo”, detalhou.
Sua rotina antes e depois do Carnaval
Quando não está na folia, o Gari Sorriso realiza expedientes na Praça Xavier de Brito, de acordo com a apuração do ‘O Globo‘, além de participar de um projeto para crianças de escolas públicas de periferias cariocas. Lá, ele faz grupos teatrais para encenar uma pequena peça, abordando a importância de jogar os resíduos nas lixeiras e ensinando atitudes ecologicamente corretas.