Casal de médicos conta como é a rotina com três crianças superdotadas: ‘jornada sem mapa’

 Jacy Alves e Rafael Marchetti, um casal de médicos e pais de Gael, Miguel e Gabriel – cinco, seis e sete anos, respectivamente – contam como é o dia a dia com crianças superdotadas

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 Jacy Alves e Rafael Marchetti, um casal de médicos e pais de Gael, Miguel e Gabriel revelam como é o dia a dia com crianças superdotadas – Arquivo pessoal

Como você imagina que seria viver em uma casa com três crianças superdotadas? É o que acontece com Jacy Alves e Rafael Marchetti, um casal de médicos e pais de Gael, Miguel e Gabriel – cinco, seis e sete anos, respectivamente. O primeiro tem um QI de 142, o segundo, de 131, e o terceiro possui um de 126. Dessa forma, os responsáveis contaram que as experiências começaram mais cedo. Conheça a história dessa família:

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Filhos precoces

Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, ter um filho superdotado gera novas necessidades, mais trabalho, atenção redobrada, mudança de abordagens no ensino, novas experiências, etc., mas já imaginou ter tudo isso multiplicado por três? Foi o que aconteceu com a família da médica endocrinologista Dra. Jacy Maria Alves e do médico cardiologista Dr. Rafael Marchetti.

“Todos os nossos filhos sempre foram muito precoces e diferentes dos pares, mas cada um tem seu jeito. O do meio começou a falar com sete meses e, antes dos seis anos, já tinha escrito um livrinho. Miguel e Gael, por exemplo, hoje, fazem parte do Mensa, a sociedade internacional que reconhece pessoas com alto QI”, conta a mãe.

Desafios diários

As vantagens intelectuais existem, mas os desafios também, já que os pais precisam oferecer um suporte adequado para o desenvolvimento dos filhos, incluindo adaptações no modelo de ensino. “Cada um tem suas particularidades e necessidades. O mais velho, por exemplo, tem dupla excepcionalidade, pois também é autista de nível um. É preciso dar uma atenção maior quando se tem um superdotado na família, pois o cérebro deles funcionam em ritmos bem diferentes e é necessário um método diferente de ensino”, detalha.

O que é ser mãe de crianças superdotadas?

Por fim, quando perguntamos para Alves como ela definia a experiência de ser mãe de crianças superdotadas, ela disse: “Ser mãe é iniciar uma jornada sem mapa, guiada pelo coração como bússola e tendo o amor como destino final”.