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A mente afeta o corpo! Autora conta como descobriu e se curou de doença psicossomática ao assumir responsabilidade curativa

Rebeca Virginia relatou em seu livro por que decidiu assumir o controle de sua própria saúde e como isso a ajudou a lidar com uma doença psicossomática

Bons Fluidos Publicado quarta 11 agosto, 2021

Rebeca Virginia relatou em seu livro por que decidiu assumir o controle de sua própria saúde e como isso a ajudou a lidar com uma doença psicossomática
Em seu livro de estreia, "Responsabilidade Curativa", Rebeca Virginia mostra que conscientizar-se da influência que a mente tem no corpo é fundamental para a cura - Pexels/ Jonas Ferlin

Imersa em uma atmosfera holística, na qual é impossível compreender a parte sem ligá-la ao todo, a engenheira civil Rebeca Virginia resolveu difundir a experiência que a levou a assumir a responsabilidade pelo controle da própria saúde, procurando ajudar outras pessoas a trilharem o mesmo caminho. Com este objetivo nasceu o livro “Responsabilidade Curativa – Como a física quântica, a medicina holística, e as constelações familiares podem ajudar você a construir uma vida saudável”, que será lançado no próximo dia 31 de agosto, pela Editora Gente.

O despertar de Rebeca para a possibilidade e o dever de se tornar responsável pela gestão de sua própria saúde, evitando ao máximo deixá-la nas mãos de outras pessoas, aconteceu em 2015, quando estava prestes a completar 70 anos de idade. A engenheira civil começou a apresentar algumas dores e inflamações que a levaram a ser diagnosticada com artrose.

Dos fatores preponderantes ao desenvolvimento dessa enfermidade, eu só tinha a idade e a suposta hereditariedade, e eu ainda atendia todos os itens recomendados para a prevenção. Entretanto para a minha incompreensão e indignação o diagnóstico foi de artrose. Conclusão: olharam para os sintomas e esquecera de mim”, destaca.

Desconfiada de que a causa para sua suposta doença era psicossomática, Virginia foi à procura de conhecimento que embasasse suas suspeitas e a fizesse fugir do destino sombrio que os médicos lhe impunham. “Comecei inscrevendo-me em uma especialização em psicologia analítica, participei de congresso sobre saúde quântica, fiz formação em ativismo quântico, fui para retiros de meditação, passei a praticar yoga, participei de cursos de reiki, me informei sobre a nova medicina germânica, participei de várias dinâmicas de constelações familiares e aprendi sobre diversas técnicas de terapias energéticas”, conta. Todo esse aprendizado serve como base teórica e prática para o que Virginia apresenta em seu livro.

Do pensamento sistêmico, a autora aprendeu que a função de cada parte só pode ser entendida a partir da organização do todo e que isso aplicado à fisiologia humana significa que o que acontece com cada órgão interfere diretamente em todas as funções do corpo. Da epigenética, Virginia descobriu que nossa expressão genética é diretamente determinada pelo ambiente em que vivemos, sobretudo, por nossa percepção dele. “É possível sim interferir na nossa evolução biológica”, afirma.

Da física quântica, a engenheira civil extraiu que o universo é composto por ondas de possibilidades que se apresentam em forma manifesta (partículas) no ato de olhar do observador. Aliás, conforme destaca Rebeca no livro, compreender e aceitar a mecânica quântica é de fundamental importância para entender como a mente interfere na nossa vida. “Quando olhamos, colapsamos, ou seja, criamos a nossa realidade. O nosso olhar observador é que determina a nossa realidade”, destaca.

Porém, segundo Rebeca, o olhar do observador não se restringe ao olho físico, mas à capacidade de interpretação da realidade. Neste sentido, a autora se embrenha pelos caminhos da relação entre cérebro, mente, consciência, mostrando como, do ponto de vista quântico, pensamentos e emoções se entrelaçam modificando-se mutuamente. “Você pensa, sente como pensa e, ao fazer isso muitas vezes, passa a pensar como sente”. A autora destaca ainda como a transformação de sentimentos altera o modo de agir. “Novos sentimentos e emoções desencadeiam novos pensamentos que produzirão novos hábitos, novos sentimentos e novas emoções. Dessa forma, você sairá do ciclo fechado, cômodo e confortável e experimentará a espiral criativa para a evolução”, afirma.

Dando continuidade à tese de como pensamentos e sentimentos afetam o corpo, Rebeca cita em um capítulo de seu livro uma experiência realizada por um escritor e fotógrafo japonês que mostrou como pensamentos negativos e positivos influenciam de modo distintas moléculas de água. Além disso, ressalta como exames de ressonância magnética mostram que pacientes em estado vegetativo, com o mínimo de consciência, conseguem compreender o que está sendo dito a eles e acionar partes do cérebro relacionadas à coordenação.

“O que podemos aprender com essas experiências? Se é o 'olho' do observador que determina a realidade e se esse olho é orientado pela mente/pensamento, que é energia psíquica e, ainda se, como foi comprovado a partir de exames de imagem, os pensamentos influem na parte motora do nosso corpo e na linguagem, é possível perceber a dimensão do poder dos nossos pensamentos”, diz a autora.

As memórias são peças fundamentais neste quebra-cabeça. Por isso, Virginia dedica a elas um capítulo inteiro de seu livro. “Estamos quanticamente emaranhados nessas memórias - de emoções, de medos, de mágoas, de acontecimentos traumáticos de conflitos históricos e familiares – e os estudos me permitem acreditar serem elas a causa da maioria dos nossos problemas que, por desconhecimento dessa dinâmica, não percebemos. Não podemos criar um novo futuro enquanto vivermos no passado”, afirma.

Memórias que impactam nossa fisiologia

Nessa busca pelas memórias (que impactam verdadeiramente nossa fisiologia), são importantes instrumentos descobridores, segundo a autora, terapias como a constelação familiar e a nova medicina germânica. A primeira é uma abordagem da psicoterapia sistêmica fenomenológica, cujos focos são as relações familiares, afirmando que a causa que impede seus membros de ter uma vida plena pode estar nas memórias de questões familiares de gerações anteriores.

A segunda é a nova medicina germânica, cujo criador, o médico Ryke Geerd Hamer, associou a vivência de experiências traumáticas ao surgimento de enfermidades. De acordo com Hamer, diante de um choque traumático inesperado o cérebro interrompe suas funções biológicas normais do organismo e ativa um programa biológico especial para ajudar o indivíduo a lidar com a situação. “As enfermidades surgem de um conflito biológico não resolvido”, explica.

Importante para a cura também é a “fé quântica”. “O cérebro não distingue a imagem manifestada da imagem idealizada. Então se você visualiza a imagem do corpo curado, da saúde perfeita e aliá-la a uma emoção, o cérebro vai mandar essas mensagens para o seu corpo energético e o 'milagre' acontece”, afirma Virginia. A autora explica que a fé quântica deve considerar durante o processo de mentalização da cura os traumas emocionais e as bagagens pessoais que o indivíduo carrega. “Um conflito emocional se cura pelo emocional. Quando não levamos isso em conta e achamos que a solução está fora de nós, por exemplo, o sintoma continua, pois a causa permanece”, diz.

Os últimos capítulos do livro são destinados às práticas que auxiliaram Virginia no seu processo de cura. No antepenúltimo capítulo da obra, a autora aborda a meditação, a qual considera uma preparação para o novo ser, e disponibiliza aos leitores um protocolo montado a partir de vários procedimentos meditativos selecionados por ela. Já o penúltimo capítulo do livro trata sobre terapias energéticas, cujos praticantes removem bloqueios, restauram o equilíbrio energético, com consequente redução do estresse e do desconforto físico, preparando o corpo físico e o corpo vital para a cura. Rebeca destaca três práticas: meditação, yoga e reiki.

E por fim, a autora exorta os leitores a reconhecerem e aceitarem a responsabilidade sobre a própria saúde e bem-estar. De acordo com Rebeca, para as pessoas conseguirem ser responsáveis por suas escolhas precisam entender como seus corpos físico e energético funcionam e se tornarem conscientes de quem elas são. Nesse sentido, elas precisam libertar o cérebro de seu condicionamento, idiossincrasias e convicções e também estar dispostas e corajosas para abandonar o que lhes causa dor. “Ninguém escolhe a doença. Ela acontece quando não estamos suficientemente presentes e conscientes, quando permitimos a mente condicionada a governar a vida”, conclui.

Último acesso: 23 Jan 2022 - 19:08:15 (1045537).