95 anos de Lima Duarte: ator conta sobre como tudo começou com sua mãe e relembra personagens

Em seu aniversário, celebrado no último sábado (29), o artista agradeceu ao público pela oportunidade de “viver tantas vidas”

Lima-Duarte
Em seu aniversário, celebrado no último sábado (29), Lima Duarte agradeceu ao público pela oportunidade de “viver tantas vidas” – Reprodução/Instagram

“Quando partir, saibam que cada personagem que vivi continuará vivo para sempre, porque a arte é eterna, e eu sou apenas um porta-voz da eternidade“. Essas são as palavras do memorável Ariclenes Venâncio Martins, conhecido como Lima Duarte, que completou 95 anos no último sábado (29). Em comemoração, o ator publicou um vídeo nas redes sociais, onde conta a sua história e relembra personagens.

Publicidade

História de Lima Duarte: como se tornou ator

Nascido em 1930, em Desemboque, um povoado de Minas Gerais, Duarte ingressou na atuação ainda criança e, segundo ele, tudo aconteceu por influência de sua mãe. Na publicação, o intérprete narrou que a mulher, uma artista de circo, chamada América Martins, foi a primeira pessoa a levá-lo aos palcos. “Na peça ‘Ladra’, eu tinha que dar uma deixa para minha mãe, que era: ‘E foi assim que eu roubei esse pedaço de pão.’ Aí eu olhei para ela, que estava me olhando, não como atriz ou personagem, mas de um jeito que só as mães sabem olhar. Aquele olhar me fez ator”, detalhou.

No entanto, até aquele momento, o menino ainda era Ariclenes Venâncio. Ele só se tornou Lima Duarte – nome artístico sugerido por América – quando chegou a São Paulo, aos 16 anos. De início, seu plano era investir na carreira de ator, mas ele acabou entrando para o meio mais famoso da época: o rádio. Assim, o jovem continuou como radialista até a televisão dar os primeiros passos. “Já em 1951, pude viver a minha primeira vida na TV. Fui Nestor, vilão de ‘Sua Vida Me Pertence‘, que foi a primeira telenovela produzida na América Latina, no mundo”, contou.

Relembrando personagens

Logo após a primeira aparição, Lima conseguiu diversos papéis, como o Sinhozinho Malta, de ‘Roque Santeiro‘ (1985), e Sassá Mutema, de ‘O Salvador da Pátria‘ (1989). Segundo o ator, foi com esses e muitos outros personagens que ele aprendeu diferentes lições de vida. Zeca Diabo, de ‘O Bem-Amado‘, foi uma das grandes representações da minha vida. Um matador profissional, frio e de gestos marcantes. Ele mostrou que até os homens mais sombrios têm, amor e uma mãezinha para chamar de sua”, citou.

“Com Sinhozinho Malta, aprendi que a aparência pode enganar, mas o amor nunca. E como esquecer do Sassá Mutema? Um homem simples, que era manipulado pelos poderosos, mas que nunca perdeu a essência. Ele me ensinou que a simplicidade e humildade são forças muito poderosas”, completou.

Além de relembrar seus trabalhos na televisão, Duarte aproveitou o momento para agradecer ao público. “Obrigado por me acompanharem em nossa longa jornada até aqui e por todo o carinho que tenho recebido. Afinal, sem vocês, espectadores, não haveria o porquê de eu viver tantas vidas. Foi por mim, mas também por vocês”, disse.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Publicidade

Uma publicação compartilhada por Revista Bons Fluidos (@bonsfluidos)

*Texto sob orientação de Helena Gomes

Publicidade