Desconecte-se! Confira 5 motivos para deixar o celular de lado pelo menos 2 horas antes de dormir

Sabemos que a tecnologia está sendo uma grande aliada durante a quarentena, mas seu uso em excesso pode causar danos ao sono

REDAÇÃO BONS FLUIDOS Publicado quarta 10 junho, 2020

Sabemos que a tecnologia está sendo uma grande aliada durante a quarentena, mas seu uso em excesso pode causar danos ao sono
Confira 5 motivos para deixar o celular de lado pelo menos 2 horas antes de dormir - PxHere

A tecnologia nunca esteve tão presente em nossas vidas como hoje. Durante o isolamento social, o trabalho, a escola, faculdade, cursos e afins, o encontro com os amigos e familiares, ganharam suas adaptações online.

O excesso das telas no nosso dia-a-dia pode afetar de maneira negativa, dentre tantas outras coisas, uma necessidade humana crucial: o sono. Parece uma tarefa difícil, não? Mas a ideia é que você reflita sobre os porquês e adote aos poucos essa mudança de hábito em sua vida.

+ VEJA TAMBÉM dicas de como lidar com o excesso de tecnologia durante o isolamento.

1- Piora na qualidade do sono

Os aparelhos eletrônicos com tela, em geral, emitem o que conhecemos como luz azul, responsável por alertar nosso cérebro e mantê-lo acordado. Em relação aos smartphones, o problema se multiplica, uma vez que esses aparelhos são usados com mais frequência ao longo do dia, devido seu tamanho e praticidade, e incidem esta luz de uma maneira mais direta, já que são usados mais próximos do rosto. 

Um estudo publicado na Revista de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) analisou o comportamento de 76 estudantes de medicina antes de dormir. O objetivo da pesquisa era verificar a alteração na qualidade e duração das horas de sono, e sonolência diurna ao banir o uso do celular perto da hora de dormir.

Os resultados apontaram que “93% dos alunos voluntários mantêm o celular próximo de si, 76% o utilizam mesmo já na cama e 68% dos participantes acordam caso o celular toque, sem contar que 79% participantes utilizam o celular por pelo menos 15 minutos após se deitar”.

Com a restrição do uso do smartphone por pelo menos uma hora antes de dormir, em 15 dias foi possível notar mudanças drásticas no sono dos participantes.

Interessante, né?

 

2- Nova rotina

Durante a quarentena, nós precisamos encarar essa nova realidade e, mais difícil do que isso, foi conciliar nossa rotina ao isolamento social. Três meses após o decreto da paralisação, ainda existem pessoas que não conseguiram se adaptar a esse novo estilo de vida. As tensões acumuladas durante o dia estão diretamente ligadas à liberação do cortisol, conhecido como hormônio do estresse. O profissional Mário Farinazzo explicou em entrevista à Vogue que, durante a noite, essa descarga hormonal é responsável pelos famigerados picos de ansiedade, que também podem interferir no sono. O celular pode ser um vilão nesta história por potencializar esse processo, como uma fonte estimulante para o cérebro. Optar por um livro ou até mesmo técnicas de meditação podem melhorar e muito a qualidade do seu sono.

 

3- Proteja sua pele

Você já ouviu alguém recomendar, durante esta quarentena, o uso de protetor solar mesmo para quem só fica na frente do notebook o dia todo? Pois é! Por incrível que pareça, essa dica é válida!

A luz do computador ou dos smartphones envelhece e atua diretamente no estímulo da melanogênese, o que resulta em manchas na pele.

Se tirar duas horas de celular antes de dormir todos os dias, no final da semana você terá 14h a menos de exposição. Já é bastante significativo!

 

4- "Pescoço da tecnologia"

O chamado "pescoço da tecnologia", ou "tech neck", é usado para designar a maneira como curvamos nosso pescoço ao mexer no celular. Além da tensão criada na região, e suas consequentes dores e desconfortos, essa posição contribui para a formação de rugas e linhas no pescoço. Esse processo acelera o processo de envelhecimento na região.

 

5- Dê uma folga para suas mãos e dedos

A ação de digitar no celular, ou simplesmente segurar o aparelho em suas mãos, pode favorecer o aparecimento de uma série de problemas. Um estudo realizado pela Universidade de Gothenburg, na Suécia, que afirma que a atividade exagerada e repetitiva do polegar opositor (uma das principais características que nos difere dos demais animais), é caracterizada como um fator de risco para "distúrbios musculoesqueléticos" relacionados ao uso do celular, como a degeneração das articulações e tendões nessa região. Deixar de usá-lo durante o período da noite servirá como um momento de pauta para revigorar os movimentos e alongar os dedos e mãos.

Último acesso: 17 Jan 2022 - 20:27:58 (1042867).