Ar-condicionado é opção viável contra disseminação do coronavírus? Especialistas respondem

A resposta é simples: tudo depende da umidade e renovação do ar; confira a opinião dos profissionais

REDAÇÃO BONS FLUIDOS Publicado sexta 15 maio, 2020

A resposta é simples: tudo depende da umidade e renovação do ar; confira a opinião dos profissionais
Entenda se o ar-condicionado é opção viável contra disseminação do coronavírus - Pinterest

Com a chegada da Covid-19 ao Brasil no final do mês de fevereiro, fomos obrigados a criar mecanismos rápidos para nos protegermos do novo vírus. O uso das máscaras, o isolamento social, a higienização constante das mãos, etc., foram algumas medidas adotadas pelas populações dos países atingidos.

Pensando que a transmissão pelo ar é um fato, seria o ar-condicionado uma opção viável a contra disseminação do coronavírus? Essa é uma dúvida constante, principalmente entre as empresas que estão abrindo suas portas e recebendo os funcionários durante a crise.

Segundo o portal Tilt, do UOL, esse assunto deve ser tratado com cuidado. O veículo apontado conversou com o professor especialista em ar-condicionado Antonio Luís de Campos Mariani, que explicou que, se o aparelho estiver em boas condições, ele pode ser um aliado contra o vírus, principalmente por fazer a renovação do ar interno com o externo em ambientes maiores.

"Quanto pior a renovação de ar, maior a chance de contaminação, uma vez que você não renova e mantém os mesmos elementos no ar", explicou o especialista, mostrando que o bom funcionamento do ar-condicionado promove a eliminação não apenas do coronavírus, mas de outros micro-organismos, no caso de grandes empresas e prédios públicos e comerciais.

Já no caso das residências ou pequenos estabelecimentos que possuem aparelhos mais simples, a situação se altera, pois, estes promovem apenas a refrigeração do próprio ar do ambiente, sem que haja a renovação. Nesses casos, o melhor a se fazer é abrir as janelas.

Outra questão importante é a umidade. Temperaturas muito baixas diminuem a umidade do ar, deixando-o mais seco e facilitando a ação dos micro-organismos por ressecar a mucosa das vias respiratórias, proteção natural localizada no nariz e boca.

O portal Tilt ainda entrevistou a pneumologista Ubiratan de Paula Santos, que explicou: "Ao serem expelidas, por tosse ou espirro, as partículas ficam no ar. Em ambientes mais úmidos, elas absorvem água e caem no chão, sendo bem mais fácil de serem limpas do que se estivessem flutuando".

Lembrando que as gotículas mais leves que contém o coronavírus podem flutuar no ar por até três horas, por isso, o uso das máscaras de proteção e respeitar as regras de distanciamento são fundamentais durante este período.

Último acesso: 03 Jun 2020 - 06:59:02 (1042733).