A ciência explica: seis leis de Murphy acontecem mesmo e não é (só) coisa da sua cabeça

Esses princípios parecem sem fundamentos, mas alguns estudiosos foram a fundo e descobriram algumas coisas interessantes

REDAÇÃO BONS FLUIDOS Publicado quarta 29 julho, 2020

Esses princípios parecem sem fundamentos, mas alguns estudiosos foram a fundo e descobriram algumas coisas interessantes
Explicações para quem, praticamente, vive a Lei de Murphy - Freepik

"Tudo que puder dar errado, dará"

Você já ouviu essa frase em algum lugar, né? Essa é a famosa Lei de Murphy!

Tudo começou com Edward Aloysius Murphy, engenheiro aeroespacial. Em 1949, ele formulou a lei quando descobriu que todos os eletrodos de um equipamento para medir os efeitos da aceleração e desaceleração em pilotos.

E depois dessa, lei, muitas outras vieram nos anos seguintes.

De acordo com uma matéria especial do El País Brasil, é inegável que a nossa própria memória seletiva e algumas tendências nossas, como a inclinação à negatividade, explicam muitas dessas teorias e máximas. Em certos momentos, lembramos só dos casos negativos e 'esquecemos' os positivos e neutros; em outros, levamos em conta apenas os exemplos que confirmam nossas crenças... Isso acontece!

Porém, pasmem, algumas das leis têm, sim, fundamentos científicos, estudados e comprovados por pesquisadores ao redor do mundo.

1. Se algo pode dar errado, dará

“Nada dura para sempre, em algum momento todas as peças de uma máquina vão quebrar”, já recordam em Ask a Mathematician.

A verdade é que quanto mais tempo uma máquina trabalhar, ou uma ação durar, mais chances alguma coisa terá de dar errado.

Afinal, quanto mais anos trabalhando, mais fácil é para uma peça de uma máquina quebrar, não é mesmo? Fatalmente, em algum momento, a lei de Murphy se cumprirá.

2. A torrada sempre cai com o lado da manteiga para baixo

Em 1997, Robert Matthews confirmou uma das leis de Murphy: a da torrada que sempre cai virada para baixo.

Em um artigo publicado na Scientific American, o físico e matemático, afirmou que a altura da mesa faz toda a diferença neste caso. Até porque, lubrificada ou não, a torrada “não tem tempo de dar uma volta completa e voltar a cair virada para cima ao chegar ao chão”.

Aliás, Matthews já tinha publicado um estudo demonstrando a teoria dois anos antes do artigo. Em 1995, seu trabalho foi premiado com um Ignobel, a paródia do Nobel cujo objetivo é recompensar as pesquisas que primeiro fazem rir e depois fazem pensar. A primeira lei de Murphy só levou esse premio em 2003.


3. A informação mais importante de qualquer mapa está na dobra ou na margem

Você já precisou procurar algo em um mapa e ficou virando e virando o papel até descobrir que a informação que precisava está na margem ou na dobra? (Com o GPS em todos os dispositivos móveis, passamos menos por isso, não é mesmo? Ufa)

Mas isso acontece e tem uma explicação científica. Não é apenas uma impressão.

De acordo com o Why Do Buses Come in Threes, a margem de um mapa de apenas um centímetro representa 28% da área total.

Sendo assim, se a margem for ampliada para dois centímetros, as chances de que o ponto procurado esteja justamente ali é de 47%. UAU!


4. As meias sempre entram na máquina de lavar de duas em duas, e saem de uma em uma

Mais uma vez Robert Matthews explica uma lei de Murphy (e essa é difícil, hein?)

Acontece que, de acordo com o estudioso,  “a perda aleatória de meias sempre é mais provável que crie o máximo possível de meias sem par”.

Com isso, ele quer dizer que se perdermos uma só meia, já teremos uma solta. Como essa meia solta já não será mais calçada (afinal, estará sem par), a próxima que perderemos em alguma lavagem será outra que tenha par, somando duas meias - diferentes - soltas.

O estatístico Victor Niederhoffer explicou no Daily Speculations: “Se tiver 20 meias – 10 pares diferentes –, depois de perder a primeira meia, as possibilidades de a segunda meia perdida pertencer a outro par são de 18 em 19, frente a 1 em 19 de que seja uma meia do mesmo par”

Ou seja: a chance de ter uma gaveta só de meias soltas é gigante.

5. A outra fila é sempre mais rápida

Algumas explicações científicas comprovam essa teoria.

Primeiro: a fila mais lenta, normalmente, é a que tem mais gente. E se tem mais gente, as chances de escolhermos aquela é bem cheia. É um pensamento natural de comodidade do ser humano.

Segundo: no trânsito, por exemplo, se houver quatro faixas de carros, a chance de que outra fila (que não seja a sua) esteja mais rápida é de 75% -- mais da metade! Então, não é difícil.

Como se explica em Principia Marsupia, quando o assunto é o trânsito ainda é preciso acrescentar que passamos mais tempo na pista lenta precisamente porque é a mais lenta e, além disso, passamos mais tempo sendo ultrapassados que ultrapassando.

6. Sempre encontra as coisas no último lugar em que olhou

A razão é bem simples! Não continuamos procurando as coisas depois de encontrá-las.

Por outro lado, é preciso avaliar que, se encontrarmos algo no primeiro lugar onde procuramos, não se pode dizer que esteja perdido, por mais que tentemos justificar. Podem-se admitir exceções. Por exemplo, se esse primeiro lugar for uma seção de achados e perdidos.

 

Fez sentido? Qual outra lei de Murphy 'sempre' está presente na sua vida? Clique AQUI e conte no nosso facebook!

Último acesso: 05 Aug 2020 - 13:23:17 (1043155).