''Um dia sem ouvir desencadeia dificuldades de atenção e memória'', explica audiologista sobre perda auditiva; entenda

A profissional ainda mostrou que a deficiência também pode causar ansiedade, depressão e até mesmo provocar demência; entenda

REDAÇÃO BONS FLUIDOS Publicado quarta 13 janeiro, 2021

A profissional ainda mostrou que a deficiência também pode causar ansiedade, depressão e até mesmo provocar demência; entenda
''Um dia sem ouvir desencadeia dificuldades de atenção e memória'', explica audiologista sobre perda auditiva prejudica; entenda - Freepik / shurkin_son

A perda de audição dificulta a vida das pessoas. Além da baixa capacidade de prestar atenção no que outros estão dizendo, a falta de estímulo no cérebro pode ocasionar outros problemas, como ansiedade, depressão e até mesmo provocar demência, é o que alerta a fonoaudióloga e audiologista Cintia Fadini.

A especialista explica que a dificuldade de ouvir bem gera diversos problemas físicos, como, por exemplo, acidentes de trânsito e quedas frequentes. “Isso acontece por não conseguir perceber o som das buzinas dos automóveis e até os alertas das pessoas na rua”, explica.

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Além disso, a perda auditiva pode provocar danos psicológicos. Ela diz que muitos ficam frustrados e com vontade de se isolar por não conseguir se comunicar com outros. “Esse receio de sair de casa faz com que a pessoa se afaste de amigos e parentes, o que gera um quadro de ansiedade e depressão”.

Dra. Cintia comenta também que, além dessas sequelas, a falta de estímulos em áreas específicas do cérebro pode levar a chance de adquirir algo mais grave: a demência: “É a lei da natureza: se eu não uso, eu acabo perdendo. Esse risco é maior ainda após os 30 anos de vida [...] Um dia sem ouvir já é suficiente para acabar desencadeando dificuldades em atenção e memória, por exemplo", adverte.

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Fadini ressalta que o cérebro precisa ser estimulado frequentemente para que ele não perca funções cognitivas. Segundo ela, a via auditiva tem a capacidade de mantê-lo ativo constantemente.

"Oferecemos ao cérebro estímulos auditivos quando conversamos e interagimos com alguém. É como se estivéssemos exercitando-o, assim como um músculo, quando falamos e ouvimos", reforça.

Sintomas

Segundo a fonoaudióloga, geralmente, os sintomas começam com leves dificuldades de entender quando uma conversa acontece em um nível mais baixo ou quando a pessoa se incomoda com ruídos e ouve zumbidos leves. A níveis moderados, o som da televisão começa a incomodar e o pedido por repetições de fala são frequentes. “O problema se torna mais severo e profundo quando se faz necessário gritar para entender uma fala e o zumbido se torna insuportável”.

"É importante acompanhar a saúde auditiva com exames de rotina e consultas ao fonoaudiólogo, além de oferecer ao cérebro estímulos auditivos, conversas e interações para manter o cérebro ativo. Caso se constate a perda auditiva, o indicado é iniciar imediatamente o processo de reabilitação", conclui.

Último acesso: 20 Oct 2021 - 14:08:00 (1044170).