Com certeza, você já deve ter visto peças de quebra-cabeça coloridas em lugares públicos, como estacionamentos. Até então, aquele era o símbolo do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Mas por que mudou? E qual é o correto, agora? Abaixo, tiramos todas essas dúvidas. Confira:
Por que deixou de ser o quebra-cabeça?
Em 1963, um médico da entidade norte-americana, Autism Speaks, escolheu o quebra-cabeça para ser o símbolo oficial que representaria o Transtorno do Espectro Autista (TEA), também conhecido, popularmente, como autismo. Inicialmente, o desenho era de uma parte solta da brincadeira lúdica, com uma criança chorando ao lado, e mencionava, indiretamente, que os que possuem a condição não se encaixavam na sociedade.
Mais tarde, criaram a versão como conhecemos hoje, quatro peças encaixadas e coloridas, para apresentar os diferentes espectros e a complexidade do transtorno, que se encaixa perfeitamente. Mas, com o tempo, a comunidade passou a enxergar que o mesmo reforça estigmas e preconceitos, pois dá-se a entender que essas pessoas precisam de conserto.
O símbolo do infinito
Dessa forma, os especialistas encontraram o símbolo do infinito, que caiu como uma luva, pois significa algo eterno e perene. As cores, por sua vez, estão mescladas, então, na visão da comunidade, a junção não enfatiza as diferenças e intolerância. Ademais, a imagem propõe a visão de uma forma de expressão natural desses seres humanos.