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Entenda porquê o álcool gel ficou melequento de repente - tem explicação!

Não foi apenas impressão sua, não. A textura do álcool gel precisou mudar nos últimos tempos; entenda o motivo

REDAÇÃO BONS FLUIDOS Publicado quarta 22 julho, 2020

Não foi apenas impressão sua, não. A textura do álcool gel precisou mudar nos últimos tempos; entenda o motivo
Você já precisou passar álcool gel e percebeu que ele estava líquido até demais? - Freepik

Se você saiu para ir ao mercado durante esta pandemia, ou à farmácia, ou a qualquer outro lugar, já deve ter precisado higienizar as mãos com um álcool gel antes de entrar nos estabelecimento, certo? E nesta experiência, sentiu que o álcool gel está muito mais líquido do que o normal, não é mesmo?

Não foi impressão, apenas. A textura, de fato, mudou!

Com a falta do produto para comprar em diversos estados brasileiros, em plena pandemia do novo coronavírus, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) se viu em estado de alerta e precisou fazer algumas mudanças no antisséptico.

Usando como guia um documento fornecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde), a agência conseguiu aumentar a produção do item no Brasil sem a presença de um ingrediente que estava em todas as fórmulas anteriores, mas que está em falta no mercado mundial, o carbopol.

O guia da OMS traz exatamente instruções de como empresas podem obter o produto antisséptico sem o composto químico escasso no mundo todo.

"O que está impedindo uma maior produção e entrega no mercado do álcool em gel é a falta da matéria-prima [carbopol]”, afirmou ao HuffPost o gerente da área de saneamento da Anvisa, Webert Santana.

Ainda segundo o especialista, a diretoria da própria Anvisa está estudando o tema dentro da agência para rever a orientação de produção nos próximos dias. “Está sendo analisado internamente e deve ser publicada alguma coisa [resolução] nesse sentido, falando dessa formulação, o que deve ter”, disse.

Esse guia da OMS que propõe o uso de outras matérias-primas foi estudado por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e o que o pesquisador Filipe Canto Oliveira, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, disse, foi:

"Tata-se de uma combinação de álcool 70%, que mata microorganismos, com glicerol, para manter a hidratação, e peróxido hidrogênio, que inativa “esporos de bactérias que álcool 70 sozinho não consegue”.

Último acesso: 24 Nov 2020 - 07:03:13 (1043118).