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Dor no ombro: sedentarismo e inatividade física - derivada do COVID-19 - podem ocasionar o problema

Médico da Seleção de Futebol explica que síndrome é capaz de fazer com que a pessoa não consiga levantar os braços nem para se trocar ou pentear os cabelos

BONS FLUIDOS Publicado segunda 21 dezembro, 2020

Médico da Seleção de Futebol explica que síndrome é capaz de fazer com que a pessoa não consiga levantar os braços nem para se trocar ou pentear os cabelos
Sedentarismo e inatividade física agravam as dores nas costas - Freepik

Com a pandemia do coronavírus muitas pessoas pararam de se exercitar, outras começaram um trabalho em home office, mas sem uma mesa/cadeira adequada, e isso trouxe uma série de consequências para o organismo. Uma delas é a dor nos ombros, conhecida como Síndrome do Manguito Rotador (ou Síndrome do Impacto do Ombro).

O manguito rotador é uma estrutura que estabiliza a região dos ombros, formada pelos músculos infraespinhal, supraespinhal, o redondo menor e o subescapular, junto com seus tendões e ligamentos. “Ele mantém a estabilidade da articulação e possibilidade da movimentação de rotação interna e externa. Traz harmonia para a mobilidade, isto é, encaixa melhor o úmero - osso do braço - na escápula e cria essa mobilidade e estabilidade”, explica o ortopedista Nemi Sabeh Jr, médico do núcleo de especialidades do hospital Sírio-Libanês.

O sedentarismo e a falta de atividade física são fatores para que o tendão do manguito rotador fique fino e arrebente. Uma inflamação é causada pela falta de organização entre o movimento da escápula, o gradil costal e o movimento da articulação do ombro. O impacto da escápula na porção lateral alta do úmero também causa da ruptura do manguito rotador. “A dificuldade ou a fraqueza para levantar o braço impacta no dia a dia. Tarefas simples, como pentear o cabelo ou trocar de roupa se tornam um problema. Algumas pessoas passam a noite claro de tanta dor”, afirma o especialista, que é coordenador médico da Seleção Brasileira de Futebol Feminino há mais de 10 anos.

“Depois dos 60 anos, existe um alto índice de lesões de ruptura do tendão, pois ele também afina e começa a arrebentar. As chances aumentam na região do supra espinal, que fica na parte de cima do ombro, em que ocorre um acotovelamento do tendão, chamada Área de Codman, por conta da hipovascularidade, quando tem pouco aporte de sangue”, relata Nemi Sabeh Jr, expert em medicina esportiva e idealizador da On - Centro Integrado de Evolução Corporal.

IEC descobre o problema

O Índice de Evolução Corporal (IEC) avalia os graus de mobilidade das articulações grandes do nosso corpo e apresenta um índice de sensibilidade que não deixa qualquer problema passar. Feita a avaliação e detectado o problema, o médico é acionado. “É realizada outra avaliação, desta vez a clínica, com exames de imagens complementares, como de radiografia, ultrassom e ressonância magnética. Checamos o grau das lesões e como estão os ligamentos e tendões próximos a essa região”, analisa o especialista.

Repouso ou atividade física?

O tratamento da síndrome inclui repouso, medicação e, em último caso, como a de rupturas com possibilidades de sutura, uma cirurgia. “Oriento a pessoa começar atividades que vão fortalecer a região. Tendo bons resultados, a dor diminui e até a cirurgia é descartada em casos de reabilitação precoce”, garante Nemi Sabeh Jr. 

Último acesso: 06 Mar 2021 - 13:55:21 (1044051).