O cinema é delas: filmes de 2024 batem recorde de protagonismo feminino
Segundo um levantamento, 42% dos 100 filmes de maior bilheteria norte-americana tiveram protagonistas mulheres; leia mais informações
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Segundo um levantamento, 42% dos 100 filmes de maior bilheteria norte-americana tiveram protagonistas mulheres; leia mais informações
Pela primeira vez na história, a quantidade de protagonistas mulheres se igualou à de homens nos filmes lançados em 2024 nos Estados Unidos. Segundo um levantamento do Centro de Estudos de Mulheres na Televisão e Cinema da Universidade Estadual de San Diego, 42% dos 100 filmes de maior bilheteria norte-americana tiveram protagonistas mulheres. Em comparação, 2023 resultou em apenas 28% dos longa-metragens.
“Essas mulheres fictícias protestaram contra relacionamentos pessoais insatisfatórios e ambientes de trabalho discriminatórios. Filmes, como ‘A Substância‘, reagiram fortemente contra uma cultura que considera as mulheres descartáveis”, analisou a autora do relatório, Martha Lauzen.
Porém, como nem tudo são flores, entre 2.000 personagens, 72% dos filmes lançados no mesmo ano contam com mais falas de homens do que mulheres. Ademais, dessas, 35% possuem mais que 30 anos e 16% 40 ou mais e, no caso das figuras masculinas, a mesma faixa etária mencionada aparece em 25% e 31%, respectivamente. Por fim, entre as protagonistas das narrativas de 2024, 67,3% eram brancas, enquanto 17,4% eram negras e 4,3% latinas.
Não é segredo para ninguém que os direitos da mulher cresceram ao longo dos anos, assim como sua representatividade em áreas que são encaradas como masculinas. E isso também aconteceu no âmbito da ciência. Sendo assim, um estudo analisou desenhos de crianças ao longo de cinco décadas e comprovou que elas passaram a reconhecer o lado da cientista feminina.
A pesquisa e publicação no jornal Child Development reuniu estudantes de cinco a dezoito anos que fizeram, aproximadamente, 20.860 desenhos que representavam cientistas. Dessa forma, descobriram que, entre 1960 e 1970, apenas 1% dos pequenos criavam mulheres no papel. Porém, este percentual aumentou para 34% até chegar em 2016. E quando o assunto envolve as meninas, o mesmo se repete, pois a porcentagem inicial é igual nas primeiras duas décadas, mas na década que se passou, mais da metade das alunas usou as mulheres como símbolo da ciência. Clique aqui e leia a matéria completa.